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Mais uma vez estamos vendo os gestores de Coworking preocupados com o cenário, nosso país está com várias regiões afetadas pela Pandemia Covid-19 e muitas cidades decretaram Lockdown. Nós já vimos isso antes! E assim como é um cenário difícil para manter a operação, também já vimos que é uma pausa para um grande crescimento em um futuro não muito distante.

Pessoas e empresas já se acostumaram com o formato híbrido de trabalho. No caso das pessoas, elas percebem que não perdem tanto tempo no trânsito e economizam em algumas outras questões como deslocamento, vestuário e refeições fora de casa. No caso das empresas, elas percebem que não há mais a necessidade de espaços gigantescos, que a tecnologia está aí para movimentar o engajamento e que há a possibilidade de um encontro presencial por semana, de acordo com a demanda da equipe. Sabe quem se beneficia com essa mudança de comportamento? Os Coworkings.

O mercado de Coworking no Brasil é muito jovem e passa por mudanças contínuas, mesmo porque nossa população não está acostumada nem com o formato, nem com o compartilhamento. Porém, assim como o resto do mundo, o Brasil não pode fugir de seguir as tendências de tecnologia e trabalho que se proliferam. Um dos grandes debates do mercado é sobre mobilidade: Para que dificultar se podemos facilitar? As ruas estão cheias de veículos contribuindo com a poluição do ar e com o aquecimento global. Então, se as pessoas saírem menos de casa, poderemos contribuir com a mobilidade urbana, meio ambiente e o combate à uma das grandes doenças do século: Estresse. Colaboradores felizes quer dizer mais produtividade, não é mesmo?

Aí podem vir os defensores da questão “Na minha casa eu não tenho a estrutura ideal para exercer as minhas atividades”. Mas se, ao invés de ocorrer um deslocamento até o Centro da Cidade, houver um local de trabalho em seu bairro custeado pela empresa em que trabalha? As tendências apontam que esse é um formato promissor e que tem gerado frutos positivos para diversas empresas ao redor do mundo.

Além disso, não é por que um profissional autônomo exerce suas atividades de casa que abrir a sua empresa seja possível, ou, até mesmo, a melhor opção com o endereço domiciliar. Serviços de endereço comercial e fiscal foram os que tiveram uma procura expressiva durante a pandemia – até porque muitas empresas reduziram o quadro de funcionários e muitas pessoas nessa situação recorrem ao empreendedorismo. 

Outra situação que está ocasionando relevância é o cenário da tecnologia, essas empresas já estão acostumadas a operar de forma remota e a abusar de softwares de gestão e relacionamento. O cenário da Covid apenas fortaleceu o que já era feito. São empresas que cresceram bastante nesse período e estão contratando (MUITO), só que elas não estão mais presas ao âmbito territorial. As barreiras geográficas foram quebradas e as contratações estão ocorrendo em qualquer lugar. Empresas assim oferecem opções aos funcionários: 1. Apoio para montar o próprio espaço home office, 2. Custear uma estação de trabalho em um espaço compartilhado.

Mais uma vez, preciso frisar o quanto esses tópicos são animadores para o segmento de Coworkings. E para se destacar diante de tudo que foi dito até aqui, ainda é muito válido frisar a importância da Comunidade. Profissionais trabalhando em casa ou em espaços longe de seus colegas de trabalho precisarão se relacionar com outras pessoas, pois essa é uma necessidade básica do ser humano. Se pessoas inovadoras forem conectadas com outras pessoas inovadoras em um ambiente que incentiva novos negócios as chances de que oportunidades se multipliquem é muito grande. (Não esqueçamos do Vale do Silício, maior exemplo de ecossistema de inovação e berço de várias empresas milionárias).

Para os Coworkings agora não é a hora de parar, mas de se fortalecer, se preparar para o grande BOOM que nos aguarda mais adiante. Reformular pacotes, oferecer flexibilidade, abusar de ferramentas tecnológicas, automatizar processos e investir em Marketing. Quem seguir essa cartilha terá o pote de ouro no fim do arco-íris, após a tempestade.

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